sábado, 4 de outubro de 2014

Amizade Existencialista

Eu: Bom dia! Como corre essa segunda-feira?

Ave Rara: Olá!... o costume…

Eu: O costume teu? Ou o costume meu? É que o meu costume dir-me-á que chegaste ao escritório, bebeste um café rápido e voltaste para o teu lugar. Abriste o PC directamente na caixa de correio, organizaste os emails, priorizaste a tua lista de afazeres e às onze da manhã estavas pronta para deitar mãos à obra. E, como não podia deixar de ser, no meio disso tudo ainda tiveste tempo para mandar umas bocas num qualquer chat de whatsapp (este ultimo, mais para manter aceso o sentimento de pertença do que, propriamente,por interesse no que por lá se dizia)…

Ave Rara: … Sabes? Às vezes dou por mim a questionar a nossa amizade… penso nos seus 10, maduros, anos …na minha personalidade…no teu feitio… nos nossos métodos… e nos motivos que me levam a ser amiga de uma pessoa que se dispõe a escrever 90 palavra sem, no entanto,despertar, em mim, o mínimo sentimento de orgulho. E olha que, neste caso, a solução era bastante óbvia: bastava mudar todos os verbos para a sua forma negativa. Et voilà! Facile, facile!!

Eu: OMG sua freak diabólica!!!Tu-não-te-deste-ao-trabalho-de-contar-o-número-de-palavras-que-escrevi-só-para-me-poderes-mandar-uma-boca-foleira!!!

Ave Rara: E, aparentemente, tu também não…

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