Olhos, nariz, boca, olhos, nariz, boca… e porque não bochecha? Dizem que
a bochecha é a parte mais saborosa de todos os seres vivos. O Dr.
Lecter, num dos filmes explica isto muito bem, enquanto come a bochecha
do convidado. A que saberá a carne humana? Deve ser gorduroso, em geral.
Gastronomicamente, quanto mais gorduroso mais bem cotado é. Não percebo
a adoração por torresmos. Só o nome dá azia. Torresmos. Torresmos. Se
repetirmos vezes suficientes uma palavra roubamos-lhe o significado.
Torresmos, torresmos, torresmos, torresmos… Não percebo porquê! Talvez
seja porque a repetição cria distanciamento da tarefa. É como conduzir…
ou lavar os dentes. Sei lá eu se o incisivo ficou bem lavado! Só me
lembro que no processo de aprendizagem fiz questão de assegurar que
aquele meu incisivo ficava num brinco. Porque é que será que a expressão
brinco significa brilhar e é sempre acompanhada do gesto de agarrar o
lóbulo da orelha entre o polegar e o indicador? Os italianos usam esse
mesmo gesto para dizer que alguém joga na outra equipa. Não me faz
sentido nenhum. E dizer que uma coisa fica um brinco é do verbo brincar,
ou da palavra brinco? Deve ser brinco senão agarrávamos um brinquedo e
não o lóbulo da orelha… tenho que ver no Priberam… O Priberam é uma das
melhores ferramentas linguísticas de todos os tempos. O que as pessoas
não sabem é que há uns colaboradores mais válidos que outros. Eu vou
sempre ver os cv’s deles. Se o João Rui me disser que “a primeira pessoa
do plural do Pretérito Perfeito do verbo haver é houveram”, não é
exactamente a mesma coisa que a mesma afirmação ser dita pelo Prof.
Doutor João Rui PHD em linguísticas aplicadas ao desenvolvimento da
hermenêutica e linguística portuguesa. A maior parte das pessoas
limita-se a comer o que lhes dão… Tipo a Wikipedia. Wikipedia,
wikipedia, wikipedia. LOL, é mesmo verdade que perde o significado.
Sem comentários:
Enviar um comentário